Apresentando um novo bicho de estimação – cães Categoria: Comportamento | 30 de Novembro de 2011 | Por: Aline Ailetos 4

Após escrever sobre a apresentação entre gatos no artigo passado, continuo a abordar a adaptação entre um novo animal de estimação e o antigo, dessa vez falando sobre a apresentação entre cães.

 

Apresentações entre cães

Crédito: pthread1981

Para apresentar ao seu cachorro um novo companheiro canino é preciso ter em mente duas questões: o controle e a neutralidade. Você deve controlar a situação e o ambiente em que a apresentação será feita deve ser neutro. Cães são mais agressivos em seu território, portanto é interessante que você apresente o novo cachorro na rua e próximo a sua casa e que você controle qualquer sinal de agressividade.

Antes de se iniciar este processo de apresentação na rua, é interessante que você deixe os cães separados por alguns dias e trocando os panos entre eles para que comecem a se familiarizar com os cheiros. Se o novo cão for ainda filhote talvez não seja possível apresentá-lo na rua por conta do esquema de vacinação. Desta maneira, o filhote deve ser introduzido no ambiente do cão residente sob sua atenta supervisão. A maior dificuldade em se apresentar um filhote a um cão adulto é que este não tem toda aquela disposição para dar a atenção que o filhote exige. Porém, na maioria dos casos, o cão adulto impõe limites ao filhote e nos ajuda, inclusive, a educá-lo.

Crédito: Beverly & Pack

Quando os dois cachorros são adultos pode haver disputa de dominância. Neste caso, são necessárias duas pessoas, cada uma para controlar um cachorro através da guia para que eles sejam apresentados visualmente na rua. É importante manter inicialmente distância entre eles e só permitir que se aproximem se nenhum se mostrar hostil ao outro. No caso de existir hostilidade, é preciso repreender o cão ameaçador até que ele abandone esta postura e quando isso acontecer é interessante reforçar o comportamento tranquilo através de recompensas como pestiscos. O novo cão só deve ser introduzido no ambiente do outro quando ambos puderem andar lado a lado sem que haja qualquer ameaça. E mesmo neste caso é importante estar atento inicialmente para que não ocorram brigas.

É aconselhável escolher cães de tamanhos aproximados para conviverem para que um não possa machucar o outro mais gravemente e, em geral, machos são mais agressivos com outros machos, assim como fêmeas são mais agressivas entre si. Desta forma, a adaptação e posterior convivência entre animais de sexos opostos pode ser mais tranquila, desde que estejam devidamente castrados.

Crédito: Lil Shepherd

Quando apresentei a Hannah para a Jolly, aquela era filhote e esta já havia vivido sete anos sem o convívio com outro cachorro. Como a Hannah mesmo quando filhote era do tamanho da Jolly, esta nunca ofereceu qualquer ameaça, porém ficou um tempo em um isolamento e em uma greve de fome. Como ela não morreria de fome, logo ela voltou a comer e então elas passaram conviver pacificamente, salvo quando ganhavam agrados como ossos de couro. Nestes momentos era preciso mantê-las separadas, pois a Jolly roubava o osso da Hannah e ficava guardando. Se a Hannah tentasse reavê-lo era briga na certa.

A adaptação da Ivvi com o Otto foi feita inicialmente mantendo-os separados e quando foram apresentados na rua eles se entenderam de imediato. Depois ela passou a ficar no mesmo ambiente que ele e nunca se ameaçaram, às vezes até ensaiam umas brincadeiras juntos. Ele, inclusive, sempre dividiu com ela todas as suas coisas, sua casinha, seus brinquedos e até sua comida. Segundo minha mãe, o Otto é um verdadeiro gentleman. Desta forma, no meu caso a adaptação entre dois cães adultos e de sexos oposto foi mais tranquila.

No próximo artigo, abordarei a adaptação entre cães e gatos, que apesar de estas espécies serem consideradas inimigas naturais, em muitos casos é perfeitamente possível o convívio pacífico, como o foi por aqui.

Aline Ailetos

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Introvertida, observadora, bióloga de formação. Apaixonada pelos bichos de estimação e sensibilizada pela causa animal. Defensora da guarda responsável de animais domésticos.

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4 Comentários

  1. 1 de Janeiro de 2012 às 9:50 am
    Fabio Velasco Luna

    Bom dia,
    Eu tenho um pastor alemão de 11 anos e acabei de comprar um filhote ré rottwailer de 4 meses ontem (31/12/2011), ambos sao machos.
    No primeiro dia fiz a apresentação dos dois, porém o filhote estava com medo do adulto, mas o adulto não apresentou sinais de agressividade, mas esava muito curioso.
    Então mantive o filhote preso no canil e o adulto solto, mantive assim durante a noite.
    Pela manhã do segundo dia deixei os dois soltos no quintal, e o filhote já não estava mais com medo do adulto. O problema é que o adulto está pensando que o filhote é fêmea e não para de persegui-lo.
    O filhote quer brincar com ele mas ele só quer tentar cruzar com o filhote.
    Será quanto tempo isso ainda vai ficar assim?
    O adulto vai perceber que o filhote é macho?
    Gostaria que vocês me desem uma dica do que fazer.
    Desde já obrigado.
    Fabio

    • 4 de Janeiro de 2012 às 10:41 am
      Aline Ailetos

      Bom dia, Fabio.

      Peço desculpas pela demora para responder seu comentário.

      Eu acredito que seu cão adulto não esteja pensando que o filhote é fêmea. É provável que com este comportamento de monta, em que parece que ele tenta cruzar com o filhote, ele esteja mostrando dominância, é a forma de ele dizer ao novato que ele é o líder. Este é um comportamento natural entre os cães e, como parece ser o caso, pode não estar relacionado à sexualidade.

      No entanto, caso este comportamento do cão adulto esteja incomodando o filhote você pode intervir, através de reforço negativo (como borrifar água) quando o adulto estiver tentando montar no filhote e reforço positivo (petiscos) quando ele parar. Indico a leitura deste artigo que aborda melhor o comportamento dos seus cães e a maneira de interrompe-lo.

      Boa sorte!

  2. 6 de Novembro de 2016 às 9:09 pm
    anonimo

    tenho um cao de 4 anos e uma filhote de 3 meses, eles ja estão morando juntos a dois meses e ele do nada agora começou a querer tentar cruzar com ela, fica louco perto dela, ela é nenem ainda, esta trocando os dentinhos agora, eu nao sei o que fazer mais.

  3. 20 de Dezembro de 2016 às 12:55 am
    Keila

    Boa noite!
    Adotei uma fêmea SRD e já tenho duas poodles em casa, uma de 13 anos e outra de 5.
    A de 13 anos super aceitou a novata e simplesmente não liga pras loucuras dela, já a mais nova de 5 anos, está mt estressada com a energia dá nova caçula e tem um tipo de medo dela. A pequena tenta brincar, interagir, corre atrás dela mas a Mabele (5anos) não aceita as brincadeiras de jeito algum.
    Como faço para tirar esse medo dela e fazer ela se acalmar um pouco? Conseguir que elas interajam?

    Desde já obg pela atenção.

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