Apresentando um novo bicho de estimação – cães e gatos Categoria: Comportamento | 2 de Dezembro de 2011 | Por: Aline Ailetos 0

Apesar de serem conhecidos como inimigos naturais, muitos cães e gatos podem conviver pacificamente e até se tornarem amigos. Alguns fatores contribuem para isso, como a personalidade de ambos, a criação deles juntos desde filhotes e a apresentação adequada.

Após abordadas as apresentações entre cães e entre gatos, hoje escreverei sobre a adaptação entre o cachorro e o gato. Esta pode ser mais trabalhosa, porém, em muitos casos é perfeitamente possível e cães e gatos podem se tornar grandes amigos, principalmente se criados desde cedo juntos.

 

Apresentações entre cães e gatos

Crédito: JonDissed

A apresentação entre animais de espécies diferentes pode ser mais complicada pelo simples fato de eles terem comportamentos diferentes. No caso específico do cachorro e do gato, ainda é mais difícil a adaptação entre eles, já que o cachorro é um predador natural do gato. Para realizar adequadamente a apresentação entre indivíduos destas duas espécies é preciso controlar dois instintos: o de caça do cão e o de medo do gato.

Crédito da foto: Willow&Monk

Para controlar o instinto de o cachorro caçar o gato e o consequente medo que este tem do seu predador, é necessário que um se acostume com a presença do outro em um mesmo ambiente. Para isso, eles devem ser colocados juntos e inicialmente ambos devem estar presos, o cachorro com o auxílio de uma guia e coleira e o gato, de uma caixa de transporte. O tempo em que eles devem permanecer em um mesmo ambiente nestas condições é variável e depende de como eles se comportarem um diante do outro. O gato, dentro da caixa, deve se manter tranquilo com a presença do cachorro, que por sua vez não deve ameaçar o gato. Qualquer comportamento hostil deve ser repreendido e é interessante que nestes momentos em que eles estão em contato eles recebam agrados e petiscos para que associem a presença do outro a um momento de prazer.

O passo seguinte da apresentação, depois que ambos estejam tranquilos na presença do outro, é soltar o gato e manter o cachorro ainda preso. O gato não deve se assustar com a presença do cão, que não deve ameaçá-lo. O gato também não deve atacar o cachorro, o que pode acontecer. Para isso é preciso continuar repreendendo o cachorro e afastar o gato (borrifando água) se este se mostrar agressivo. Somente quando estiverem calmos nesta situação é que se pode permitir a aproximação entre eles e o cão só deve ser solto quando ele não oferecer qualquer ameaça ao gato. Se a adaptação entre eles for feita de maneira adequada, eles podem se tornar bons companheiros.

Crédito: Petteri Sulonen

Aqui a adaptação foi feita de maneira um pouco distinta da sugerida anteriormente. Como os cães e os gatos não precisariam conviver o tempo todo em um mesmo ambiente, nós os apresentamos apenas para casos em que por algum incidente os gatos fugissem para o quintal, eles não fossem atacados pelos cachorros. Dessa forma, a apresentação foi feita através de uma porta de tela, que evita a saída dos gatos e a entrada dos cães. Como não notamos nenhuma hostilidade de qualquer dos cães ou gatos, depois de algum tempo dessa interação apenas visual, permitimos que os cães entrassem, porém nunca os deixamos sem qualquer supervisão.

Crédito da Foto: altemark

O que notei aqui é que os gatos ficam inicialmente apreensivos com a presença dos cachorros pois estes quando entram em casa ficam sempre bastante agitados. Nunca houve qualquer agressividade da parte dos cães para com os gatos, pois o Otto, por estar mais interessado em correr pela casa toda, acaba que ele nem se atém à presença dos gatos. Já a Ivvi possivelmente convivia com gatos antes de vir para casa, já que ela os adora e está sempre atrás deles ensaiando umas brincadeiras. Apenas em um dia logo no início da convivência entre eles que a Allegra cismou com o Otto e começou a persegui-lo toda arrepiada e logo tivemos que intervir para garantir a integridade física dele.

Espero que esta série de artigos tenha sido útil e que seus animais tenham uma tranquila convivência.

Aline Ailetos

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Introvertida, observadora, bióloga de formação. Apaixonada pelos bichos de estimação e sensibilizada pela causa animal. Defensora da guarda responsável de animais domésticos.

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