Cachorro que é cachorro tem carrapato Categoria: Cuidados | 11 de Outubro de 2011 | Por: Aline Ailetos 0

Crédito: LOLren

Quem tem cachorro sabe o quanto é difícil controlar infestações por carrapatos, principalmente de agora em diante que o tempo está esquentando. Por mais que se use produtos carrapaticidas no seu cachorro, ora ou outra se pode ser surpreendido por carrapatos parasitando o peludo, uma vez que normalmente nos esquecemos de combatê-los também no ambiente, onde os carrapatos (“carrapatas”, no caso) põem seus milhares de ovos. Era o que acontecia por aqui e frequentemente dávamos aquela busca em nossos peludos e sempre encontrávamos os indesejados artrópodes hematófagos.

O problema é que além do incômodo devido à coceira, os carrapatos são vetores de algumas doenças e basta um infectado para que estas doenças sejam transmitidas para o seu cachorro. Foi o que aconteceu recentemente com o o Otto, que há uns 2 meses apresentou sangramentos pelo nariz e pela boca. E o diagnóstico do veterinário foi erliquiose, que resultou em um longo tratamento com antibiótico, vitamina e medicamentos para o fígado, além de colírio e pomada já que ele teve hemorragia em um olho também, o que deixou sequela.

Tivemos a sorte de que os sintomas dele foram evidentes logo no início da doença, o que nem sempre acontece. Dessa forma, ela começou a ser tratada cedo e ele não se abateu em nenhum momento e, assim, não parou de comer, o que é muito importante no período de tratamento da doença. Se não fossem os sangramentos insistentes pela boca e nariz, depois olho e depois urina, e as manchas avermelhadas pela pele, poderíamos até duvidar de que ele estivesse realmente doente. Com isso, há aproximadamente um mês foi encerrado o tratamento e ele está totalmente recuperado.

Dessa forma, recomendo fortemente o combate ao carrapato diretamente no seu cachorro através do uso constante de produtos específicos recomendados por seu veterinário de confiança e banhos frequentes, sem nos esquecermos jamais de combatê-los também no ambiente fazendo uso de produtos adequados que devem ser recomendados também pelo veterinário. Esteja sempre atento a qualquer mudança de comportamento do seu cachorro, a qualquer apatia, inapetência ou palidez das mucosas. E, finalmente, preocupe-se sempre com a boa saúde dele para que em caso de doenças como essas ele se recupere mais facilmente.

Aline Ailetos

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Introvertida, observadora, bióloga de formação. Apaixonada pelos bichos de estimação e sensibilizada pela causa animal. Defensora da guarda responsável de animais domésticos.

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