Nem tudo são flores – problemas comportamentais Categoria: Comportamento | 22 de Novembro de 2011 | Por: Aline Ailetos 2

Como em toda e qualquer relação, a convivência com os animais de estimação pode gerar alguns conflitos, principalmente por conta das dificuldades no entendimento entre os homens e os bichos. Por mais que os cães e o gatos sejam animais domésticos, eles ainda trazem muitos instintos que lhes eram fundamentais quando não podiam contar com o ser humano para sobreviverem. E estes instintos acabam sendo considerados problemas quando cães e gatos estão em nosso convívio. Acredito que quase a totalidade dos animais de estimação apresentam alguns comportamentos indesejados, porém na grande maioria dos casos estes são facilmente contornáveis ou não chegam a incomodar os donos.

 

E quando os problemas comportamentais incomodam?

Antes de mais nada, é importante lembrar que independente do problema comportamental, você nunca deverá abandonar o seu animal de estimação. Você estaria fugindo da sua responsabilidade, o que significa que outra pessoa teria que resolver uma questão que é sua. Infelizmente, é grande o número de pessoas que abandonam os seus bichos quando eles apresentam algum comportamento indesejado. Os que mais incomodam os donos e que fazem com que eles frequentemente abandonem seus animais são a agressividade, a destrutividade, os latidos e as vocalizações excessivas e as micções e defecações em locais inapropriados. Por isso, é de extrema importância ter consciência de que, apesar de fofíssimos, os animais de estimação dão trabalho.

Com isso, considerando-se que você não irá abandonar o seu bicho, restam duas opções: tolerar o comportamento ou buscar resolvê-lo. Eu recomendo fortemente que a segunda opção seja a escolhida, uma vez que muitos comportamentos, como a ansiedade, a excitabilidade e o medo excessivos e a compulsão, podem trazer sofrimentos também ao seu animal de estimação. Ainda, caso o problema tenha surgido repentinamente, ele pode estar associado a uma doença e, então, é sempre recomendável que seja feita uma investigação da saúde do seu bicho com o auxílio do médico veterinário. Em muitos casos, inclusive, o médico veterinário é capaz ainda de auxiliá-lo a resolver o problema de comportamento apresentado pelo seu animal de estimação. Eu pessoalmente indico médicos veterinários especialistas em comportamento ou tratamentos homeopáticos ou à base de florais de Bach. Nem sempre é fácil encontrar um veterinário comportamental e neste caso é possível encontrar muitas dicas ou tirar dúvidas pela internet.

Outra questão que ainda pode ser considerada para se minimizar ou mesmo evitar problemas comportamentais é a castração. Muitos comportamentos indesejados como excesso de territorialismo, estresse, micções em locais inapropriados, vocalizações e tentativas de fuga ocorrem devido às manifestações hormonais. Com a castração, as fêmeas não apresentam mais cio e os machos não se desesperam quando percebem uma fêmea no cio nas proximidades.

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E para finalizar, além da castração, é sempre interessante se preocupar com o enriquecimento ambiental. Cães e gatos devem viver em um ambiente com atrativos que os estimulem a brincar, correr e pular para gastarem energia. Animais entediados estão mais propensos a apresentarem problemas de comportamento. E ainda, faça passeios diários com seus cães, esta é a melhor maneira de fazê-los gastarem energia e não se entediarem!

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Aline Ailetos

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Introvertida, observadora, bióloga de formação. Apaixonada pelos bichos de estimação e sensibilizada pela causa animal. Defensora da guarda responsável de animais domésticos.

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2 Comentários

  1. 23 de Abril de 2013 às 9:39 pm
    Luana Vale

    Oi, boa noite!!1 Adotei uma gatinha bem bebê. Deve ter agora uns 2 meses. E tenho uma pinsher de 13 anos que nunca teve contato com qualquer outro animal. A gatinha está comigo em meu quarto, mas vou tentando mostrar uma a outra através de uma tela… Não sei como fazer, já que não quero me desfazer da gatinha que iria parar na rua… Me ajude???

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